Canal de São Lourenço com vista para a Ponte Rio-Niterói

AS CONQUISTAS
DA FIRJAN LESTE


O ano de 2024 marca a realização de dois pleitos históricos da Firjan Leste Fluminense: a inauguração da Unidade Região dos Lagos e a dragagem do Canal de São Lourenço, em Niterói. Além disso, a Representação Regional vai trabalhar para alcançar outros desafios, como a melhoria na área de mobilidade em rodovias, barcas e ferrovia.

 

Região dos Lagos

 

A unidade que a Firjan está construindo na Região dos Lagos é uma reivindicação dos empresários locais. “É um sonho que será inaugurado em maio, em São Pedro da Aldeia. Irá funcionar uma unidade da Firjan SENAI SESI, com ensino técnico e auxílio ao trabalhador. E será usada também para ações, como encontros, capacitações e treinamentos da Firjan IEL. Para a Região dos Lagos fica muito distante utilizar a unidade mais próxima, que é em São Gonçalo. Queremos ainda focar as vocações da região, como construção civil, logística, confecção e a indústria salineira”, anuncia Ricardo Guadagnin, presidente da Firjan Leste Fluminense

 

 

Guadagnin lembra que, entre os cursos da área de construção civil, há os de elétrica e refrigeração, que preparam os profissionais para manutenção de hotéis, pousadas e residências. Além dos diversos cursos de educação profissional, a unidade terá os de educação continuada de matemática, português e robótica e atividades de medicina ocupacional. 

 

A nova sede ficará na RJ-140, altura de São Pedro da Aldeia. Está sendo usado um método construtivo novo, com montagem de módulos de estrutura metálica que serão instalados no local que, por sua vez, receberá o piso e as partes elétrica e hidráulica.

 

Canal de São Lourenço

 

Já a obra de dragagem do Canal de São Lourenço, esperada há mais de 30 anos, tem o objetivo de ampliar o acesso da infraestrutura aquaviária ao Complexo Industrial e Portuário de Niterói – e deve revitalizar todo o setor. Realizada pela Prefeitura de Niterói, com investimento de R$ 137,5 milhões, faz parte do projeto voltado para Economia do Mar.

 

 

Na avaliação da Firjan, a medida tem potencial de gerar empregos e crescimento da indústria. A federação aponta uma possível retomada de cerca de 12 mil postos de trabalho diretos e 24 mil indiretos e injeção de mais de R$ 1,5 bilhão por ano na economia local. 

 

Assoreado e com o calado pequeno, a entrada de navios de grande porte ficou impossibilitada no Porto de Niterói. O problema colaborou para que o município perdesse espaço no mercado, com migração de serviços de reparo e offshore para outros estados. A estimativa é de que, com a dragagem, seja possível que barcos de pesca de grande porte cheguem ao terminal. Será beneficiada também a indústria construtora de embarcações de pequeno e médio portes, rebocadores, barcos pesqueiros e embarcações de apoio offshore. 

 

“Estamos buscando fomentar e intensificar a nossa ação nas vocações de Niterói e São Gonçalo, principalmente na questão da indústria naval. Queremos apoiar as empresas, seguindo também as metas do programa federal Nova Indústria Brasil para o setor”, afirma Guadagnin.

 

A prefeitura já emitiu, em janeiro deste ano, a ordem para o início dos trabalhos. Assim, as empresas que ganharam a licitação já podem iniciar a contratação das dragas. A previsão é que a conclusão das obras ocorra em 2025. 

 

 

Petróleo e Gás

 

Guadagnin chama atenção para a importante vocação regional no mercado de petróleo e gás. A exploração de petróleo na Bacia de Santos rende um valor expressivo em royalties para os municípios. Maricá foi a campeã nacional, arrecadando R$ 2,4 bilhões em royalties em 2023. O município foi seguido por Saquarema e Niterói, que também ficaram entre os cinco primeiros no ranking do país, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

 

“É importante que os municípios usem bem os recursos e desenvolvam vocações além do petróleo e gás, para criarem situações de independência para daqui a 50 anos. Queremos discutir essas questões com as cidades”, acrescenta Guadagnin. A Firjan mantém projetos de qualificação profissional e responsabilidade social com as prefeituras. 

 

Audiovisual

 

Outra novidade é uma Escola de Audiovisual, uma parceria entre a Firjan SENAI e a Prefeitura de Niterói, prevista para funcionar no Espaço Cantareira, como um braço do Centro de Referência em Cinema e Audiovisual de Laranjeiras. As obras ainda estão sendo licitadas. A Prefeitura desapropriou a área da Cantareira, em São Domingos, em dezembro de 2022, para criar ali um Distrito Criativo, que vai abrigar a escola e outras atividades. 

 

Em março de 2023, a Firjan e o governo municipal assinaram um termo de compromisso para seguirem com o projeto. O Conselho do FAT (Codefat) aprovou a iniciativa, e o Fundo de Amparo ao Trabalhador poderá liberar recursos para custear os cursos, que serão gratuitos para os alunos. No local, haverá também espaço para feiras, pequenos shows e eventos em geral.

 

Ricardo Guadagnin também atua em prol da melhoria da mobilidade no leste fluminense (Foto: Paula Johas)

 

Mobilidade

 

No que diz respeito à mobilidade, a Firjan Leste Fluminense acompanha diversas ações ligadas às rodovias que cortam a região, além da questão das barcas. As concessionárias de estradas são a EcoPonte, a EcoRioMinas e a Arteris. Essa última administra a BR-101 Norte (entre Niterói e Campos dos Goytacazes) e pediu para estender o prazo da concessão, adiantando obras e diminuindo o valor do pedágio. O pedido ainda precisa ser aprovado pelo governo federal.

 

“Estamos muito próximos das concessionárias. Queremos apoiá-las, mas sabemos da importância que essas vias têm em relação à mobilidade da região. São preocupantes os engarrafamentos em Manilha e Itaboraí. Somos favoráveis à manutenção da concessão da Arteris, mas queremos ver como esses problemas serão enfrentados para não interferirem na economia”, ressalta.

 

Já a EcoRioMinas tem até setembro de 2026 para concluir a obra de duplicação do Arco Metropolitano, entre Magé e Itaboraí. Como a região é de muito engarrafamento, a direção da Firjan Leste pretende se reunir com a concessionária para conversar sobre o cronograma das obras. 

 

No caso das barcas, a concessão foi estendida, podendo ser prorrogada automaticamente até 12/02/25. O governo do estado prometeu nova licitação no ano que vem, que deve incluir novas linhas, como a ligação para São Gonçalo. “Não dá para imaginar o transporte público sem barcas em Niterói, São Gonçalo e toda a região. É preciso uma alternativa que seja viável para o estado e para a empresa que assumir. O mais impactado é o cidadão”, reforça Guadagnin.

 

No tocante ao transporte sobre trilhos, duas obras de infraestrutura tiveram apenas os estudos contemplados no Novo PAC, do governo federal: a EF-118 – Ferrovia Rio-Vitória e a Linha 3 do Metrô, que, pelo traçado planejado originalmente, teria início na Praça XV, indo até Niterói (trecho submarino), e de lá até São Gonçalo.