
Publicado em 24/03/2026 - Atualizado em 24/03/2026 11:32
DIGITECH: PARCERIAS
IMPULSIONAM INOVAÇÃO
DigiTech e parceiras movimentam a transformação digital no mercado fluminense, carente de mão de obra especializada em tecnologia da informação
A consolidação de parcerias com Big Techs e grandes players globais é o motor de uma transformação profunda para profissionais e empresas, um catalisador para a metamorfose digital. No Rio de Janeiro, a inovação tem nome e endereço com a criação do Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação (DigiTech), sediado no edifício Eco Sapucaí, na Rua Marquês de Sapucaí 200, ao lado do Sambódromo, na Cidade Nova.
É onde grandes empresas entregam sua propriedade intelectual e metodologia para certificação, capacitação, treinamento e realizam um showroom para clientes das soluções de ponta em inteligência artificial, cibersegurança, internet das coisas (IoT) e nuvem. Empresas parceiras do DigiTech, como Indra, Ecotrust e Nokia, colaboram com a capacitação e evitam um dos maiores medos da tecnologia, que é o risco de implementação. As soluções em cibersegurança e conectividade dessas companhias são disponibilizadas para os alunos, que, durante o treinamento e simulações, veem na prática o funcionamento do equipamento. E essas ações podem ser observadas por clientes dessas companhias.
“Essas tecnologias mudam com muita velocidade. Então, para acompanhar, trabalhamos com parceiros da tecnologia que transitam com softwares nessa questão. É fundamental que todo esse ambiente de tecnologia da informação esteja perto de nós. Ter a parte de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de infraestrutura das operadoras faz diferença”, explica Alexandre dos Reis, diretor-executivo da Firjan SENAI SESI.
O DigiTech forma mão de obra para diminuir o grande gap de profissionais no setor de TI, incluindo a participação de parceiros inovadores e qualificados, que disponibilizam equipamentos, plataformas, treinamentos para instrutores e parcerias acadêmicas para as certificações.

Nokia gera célula 5G
À medida que o mundo analógico vai perdendo força, cresce de forma exponencial a necessidade vital do conhecimento de tecnologia. Diante desse contexto, a parceria oferece o que está em voga no mercado tecnológico, com maior profissionalismo e equipamentos de última geração.
A Nokia fornece parceria na área de conectividade. A solução disponibilizada para o DigiTech da Firjan SENAI pode gerar uma célula 5G privada, útil para múltiplas indústrias, como agronegócio, robótica, óleo e gás, portos, turismo entre outras tantas. A conectividade 5G de alta performance contribui com o ambiente de operação das empresas.
“Levamos aplicações para otimizar as fábricas, acelerando, robotizando, otimizando centros de logística, de distribuição, para poder tornar mais eficiente, seguro e competitivo o negócio deles. A solução da Nokia beneficia com conteúdo para as empresas associadas à Firjan, promovendo melhorias e um ambiente de inclusão tecnológica”, avalia Márcio Veronesi, head of Enterprise Brasil da Nokia.
Indra prepara para desafios reais
Treinar e atualizar profissionais de cyber com rapidez e qualidade com uma tecnologia de ponta é o propósito da parceria da Indra com a Firjan SENAI. A multinacional espanhola disponibilizou seu simulador de ataque e defesa cibernético para capacitação no DigiTech. O simulador desenvolvido no Brasil, com tecnologia de ponta, foca em treinamento de alta performance para capacitar profissionais a desafios reais do mercado cibernético.
“Os profissionais de Defesa Cibernética precisam estar muito bem-preparados para se antecipar e reagir adequadamente aos ataques cibernéticos. Isso demanda muito treinamento e preparo. Uma reação inadequada pode amplificar muito os danos de um ataque desse tipo”, esclarece Carlos Rust, diretor de Cibersegurança da Indra Group no Brasil, empresa de consultoria e tecnologia.
Ecotrust: Investir em segurança é pensar no futuro da indústria
Preparar profissionais de segurança da informação em equipes enxutas em plataforma unificada de gerenciamento de superfícies de ataque (CAASM), isso vai além do gerenciamento tradicional de vulnerabilidades. É um dos objetivos da Ecotrust.
“Nossa missão é ajudar as empresas na prevenção de ataques cibernéticos. Enxergamos a segurança como aspecto estratégico para a continuidade dos negócios e priorizamos essa perspectiva,” diz Luciana Durbano, diretora de Operações da Ecotrust
Mercado de ponta
Não se pode esquecer que o Rio é o segundo mercado do Brasil em TI, só perde para São Paulo, e que precisa muito de mão de obra especializada. Só em 2024 houve um crescimento de 9,28% no setor. No período, foram criadas 4.500 novas vagas de trabalho na área, de acordo com Estudo de TICs do Rio de Janeiro, realizado pelo Observatório Softex, em parceria com o TI Rio. E é bom lembrar que a capital conta com 77% das empresas de tecnologia do estado.
A chancela da tecnologia com o aprendizado é muito importante para a indústria, para que os setores possam usar o centro de referência de tecnologia da Firjan SENAI da melhor forma possível.
“Vamos continuar a buscar mais parcerias além das que já temos. Algumas empresas e tomadores de tecnologia que estão dispostos a seguirem conosco no DigiTech já estão em negociações”, ressalta Alexandre dos Reis.
O DigiTech prepara profissionais para trabalhar em qualquer indústria, diz o diretor. Cada área tem sua tecnologia embarcada e é isso que o Centro coloca com muita propriedade. “O DigiTech tem como propósito ser um centro de referência de tecnologias da informação, de Inteligência Artificial, de hardware, de tudo que for novidade. A nossa expectativa de formação e capacitação desse profissional do futuro passa pela nossa área de TIC, de ciências de dados e de Inteligência Artificial”, diz o diretor-executivo, ao destacar que esse é o grande desafio da instituição.

Parceria Nokia
A Firjan, num contexto geral, é uma entidade forte, representativa, que reúne todo um arcabouço de indústrias diferenciadas, e tem uma coerência de atuação bem alinhada aos padrões internos e ideologia de atuação da Nokia no mercado, dentro do âmbito que a gente atua no mercado, pontua Veronesi.
“A parceria com a Firjan SENAI, entidade que tem uma relação associativa com essa camada múltipla de indústrias, nos proporciona a melhor forma de abordagem para fazer com que as empresas entendam o que temos ao demonstrar o quanto podemos contribuir para o negócio delas”, diz Marcio, ressaltando que o software da empresa é capaz de conectar múltiplas ferramentas dentro de um único objeto, com um curto tempo de resposta para que alguma ação seja tomada em nanosegundos, ou milissegundos.
O papel da Nokia é proporcionar a inclusão de estudantes, centros de pesquisa e empresas para que possam desenvolver aplicações e processos, com o desenvolvimento de conteúdo nacional, explica o head da empresa. E que contribua com a produção do país, elevando o nível de competitividade da indústria brasileira, para que se torne mais competitiva no ambiente externo e para o desenvolvimento socioeconômico nacional.
Parceria Indra
Com a parceria, a Indra visa, além de capacitar, apresentar para a indústria suas soluções de segurança cibernética em automação, chamada de Cyber OT, e se aproximar das empresas fluminenses para a realização de projetos com essa tecnologia diferenciada.
“Consideramos a Firjan SENAI um celeiro de recursos para trabalhar nos projetos que a gente implementa aqui no Brasil. A iniciativa é importante no Rio de Janeiro porque o estado tem uma indústria importante no cenário nacional, que precisa ser modernizada, ser atualizada. Então, esse laboratório é muito bem-vindo. Temos que revitalizar o Rio de Janeiro”, complementa Carlos Rust, ao antecipar que o software que simula ataque e defesa cibernética hiper-realista no laboratório da escola já tem visitas programadas para ser apresentado a clientes da Indra.
Além de fornecer o simulador, a empresa compartilha o conhecimento com técnicos e professores da Firjan SENAI. “A Indra é uma empresa que vem do segmento de defesa e considera a segurança cibernética um dos pilares da nova sociedade digital, com muita inteligência artificial, acompanhando a evolução da tecnologia atual. Queremos levar esse conhecimento para a indústria brasileira, que precisa se modernizar da mesma forma que as indústrias no mundo inteiro”, enfatizou Rust, que considera fantástico o treinamento de mão de obra de segurança cibernética da Firjan SENAI e pretende manter a parceria para trabalhar seus projetos.
Parceria Ecotrust
Com a parceria, a Ecotrust visa, além de capacitar, apresentar para a indústria suas soluções de segurança cibernética da tecnologia CAASM (Cyber Asset Attack Surface Management) capacita equipes enxutas de segurança da informação na jornada de prevenção a incidentes cibernéticos.
“A EcoTrust é uma empresa brasileira que oferece a 1ª plataforma SaaS de Inteligência em Riscos Cibernéticos, em nível global. Através da identificação e priorização de riscos cibernéticos críticos para o negócio, nossa tecnologia ajuda empresas a serem mais resilientes a ataques cibernéticos, amadurecendo seus programas de segurança da informação além do compliance, uma das formas de internalizar essa cultura às indústrias e a formação de M.O. com a Firjan SENAI”, explica Luciana.
Certificações em grandes players
Uma das fortes características da unidade são as certificações. O DigiTech treina, prepara os alunos para as provas de grandes players, como Microsoft, Google, Oracle, AWS, Cisco e Fortinet, entre outras gigantes mundiais do setor. Hoje, um profissional certificado em Cloud pela Microsoft ou em Cyber pela Google possui um conhecimento validado mundialmente.
“Nas parcerias com as Big Techs, trabalhamos com algumas certificações delas e reproduzimos a formação dessas certificações para os nossos alunos. Ou seja, transferimos conteúdo técnico de alguma empresa, como por exemplo, da nuvem da Microsoft. Depois de preparado, o aluno pode ir ao player fazer a prova e tirar o segundo certificado, indicando que ele realmente conhece aquele conteúdo”, detalha Maurício Bonabitacola de Almeida, gerente do DigiTech e de Operações da Firjan SENAI SESI Maracanã, acrescentando que o aluno acaba tendo dois certificados, um do SENAI e outro da empresa provedora daquela tecnologia.
Demanda de mão de obra cresce 10% ao ano
“Hoje o estado possui 115 mil trabalhadores formais, com um crescimento de novas vagas de 10% ao ano, evidenciando que há uma demanda de formação no mercado de TI, principalmente no Rio de Janeiro, que tem tanta necessidade de empregabilidade”, assinala o gerente Bonabitacola.
Trata-se de um campo com muita amplitude e altíssima dinâmica de evolução, tecnológica e organizacional. Ele pontua que o Centro foi criado para a indústria e que ela deve utilizar mais esse espaço, trazendo, inclusive, os seus projetos sociais.
"Podemos entrar junto com as empresas nesses projetos sociais para acompanhar a nossa demanda de formação no mercado”, enfatiza, ao evidenciar que cada solução tem um professor diferente especializado naquele conteúdo, uma vez que também são treinados pelas empresas parceiras.
Ele reforça que empresas parceiras podem proporcionar à indústria fluminense uma ampla visibilidade de suas soluções no Centro de Referência da Firjan SENAI.
“Os parceiros das empresas podem verificar a plataforma funcionando. Com o simulador hiper-realista para a cibersegurança da Indra, por exemplo, criamos interações e jogos de ataque e defesa, que nós chamamos de Blue Team e Red Team. São simulações de cibersegurança dentro do simulador, onde conseguimos dar um treinamento de invasão e de defesa dentro de uma rede cibernética”, explica Bonabitacola.
O gerente ressalta que a cibersegurança é um dos principais pilares da digitalização: qualquer sistema que esteja ligado em rede, que é acessado em rede, precisa ter cibersegurança. Então, esse conhecimento é transversal à indústria, ao comércio, a bancos, a tudo.

Mercado
Ao comentar como o Centro de Referência pretende contribuir para consolidar o Rio como capital da inteligência artificial da América Latina, Guilherme Maués, coordenador administrativo operacional da Firjan SESI SENAI Maracanã e do DigiTech, afirma que “a proposta do projeto é entender a necessidade do que hoje está sendo exigido pelo mercado. E, com isso, atender aos empresários e à indústria para transformar a tecnologia em algo tangível para as empresas do segmento”.
Maior e mais moderno polo de formação tecnológica do estado, o Centro da Firjan SENAI tem capacidade para habilitar mais de nove mil novos profissionais por ano para um dos mercados de trabalho que mais cresce no Rio de Janeiro. Em três turnos diários, manhã, tarde e noite, a unidade, com 2.500 metros quadrados, pode atender 800 alunos diariamente.
Os mais de 80 cursos no portfólio de Tecnologia da Informação (TI) do DigiTech atendem pessoa física e jurídica e estão baseados nos pilares inteligência artificial, cibersegurança, internet das coisas (IoT) e nuvem. São cursos com carga horária de 20 a 800 horas, inclusive com conteúdo programático customizado para cada empresa e outros direcionados para a comunidade dentro da gratuidade regimental.
Entre os cursos já programados, estão o de Computação em Nuvem, Cibersegurança, Inteligência Artificial (IA), Ciência de Dados, Desenvolvimento de Softwares, Internet das Coisas (IoT), Realidade Mista, Aumentada e Virtual. Haverá cursos pagos e gratuitos na unidade, com uma média de 20 turmas por mês.
A solicitação de cursos está sob responsabilidade da área de negócios, que identifica as necessidades das empresas e da pessoa física. O contato deve ser realizado presencialmente na unidade.
O DigiTech oferece ambiente IA, espaço gamer e hiper-realista com equipamentos de última geração. O Centro de Referência em TIC tem laboratórios de software, hardware e de redes, arena de cibersegurança, ambiente de Inteligência Artificial, espaço DEV (Desenvolvedor de Sistemas) para Machine Learning, para ciência de dados e para gamer, além de um auditório com capacidade para 80 pessoas.
O Centro também atuará em rede para disseminar a formação no estado. Os núcleos avançados vão operar na Casa Firjan, no Rio, e nas unidades Firjan SENAI em Petrópolis, Caxias, Volta Redonda, Niterói e Macaé.
O Rio de Janeiro é um berço bastante interessante para instalação de empresas de tecnologia, porque possui cabos marítimos de internet no litoral, forte capital humano, universidades e centros de pesquisa, segundo Maués. As companhias também podem ser beneficiadas com o Imposto Sobre Serviços (ISS) Tech, que é um tributo municipal com alíquotas reduzidas.
Para mais informações, acesse o site da Firjan SENAI ou fale pelo telefone 0800 0231 231.







