garoto de cabelos claros atrás de uma prateleira de livros

A IMPORTÂNCIA
DA LEITURA PARA TODOS


Firjan SENAI SESI incentiva a leitura por meio de ações nas bibliotecas da rede e do Prêmio Rio de Letras 

Maior rede privada de bibliotecas no estado do Rio, as unidades Firjan SENAI SESI vêm registrando desde autoras clássicas, como Clarice Lispector, a contemporâneas, como Conceição Evaristo, entre as mais lidas pelos estudantes da educação básica. Ao todo, a rede conta com 42 bibliotecas escolares, sendo 12 bibliotecas SESI, cinco bibliotecas integradas SESI e SENAI e 24 bibliotecas SENAI.
 

Biblioteca da Escola Firjan SESI Laranjeiras. Crédito: Vinícius Magalhães/Firjan

 


Somente neste ano, mais de 11 mil obras não paradidáticas foram requisitadas pelos jovens, segundo relatório da Firjan SESI. São livros que vão além do conteúdo curricular, voltados para entretenimento e fruição artística, contribuindo para reflexões diversas.

Em 2025, o livro Histórias de Leves Enganos e Parecenças, da escritora mineira Conceição Evaristo, foi o mais lido entre o público da rede de bibliotecas. A obra conta com 12 contos e uma novela. Já no ano anterior, quem ficou no topo da lista foi Clarice Lispector, com o livro Laços de Família, também uma coletânea de contos, cuja primeira edição é dos anos 1960. 

Projetos locais 

Competências fundamentais para qualquer trabalhador, a compreensão e a interpretação de textos são desenvolvidas por meio da leitura e da escrita. A analista de Educação do Núcleo de Bibliotecas que compõem a Gerência de Cultura e Arte da Firjan SESI, Cássia Curi, frisa que os projetos literários são fundamentais para estimular o hábito da leitura e promovem debates ricos entre estudantes e escritores.

Além das ações de rede, as bibliotecas possuem autonomia e vocações específicas que geram programas locais bem-sucedidos. Entre eles, destacam-se os clubes do livro organizados de forma voluntária pelos estudantes (como ocorre mensalmente na unidade do Maracanã), sessões de contação de histórias com agenda fixa para a Educação Infantil e Ensino Fundamental 1, oficinas de escrita criativa e treinamentos de normalização de trabalhos acadêmicos de acordo com as normas da ABNT e ISO para os projetos integradores da Firjan SENAI. 

Há também iniciativas de inclusão, como oficinas de Libras para integrar alunos portadores de deficiência auditiva, e programas voltados ao combate à desinformação, letramento digital e direito autoral. Além disso, a gestão da rede tem dedicado atenção especial à formação das equipes de biblioteca quanto ao uso da Inteligência Artificial (IA). O foco está em capacitar os profissionais para que orientem os estudantes para um uso ético, consciente e crítico da tecnologia, tratando a IA como uma ferramenta aliada para otimizar o tempo e iniciar processos de escrita, sem substituir a capacidade humana.




Para além do conhecimento técnico
 

Conforme Cássia Curi, todas as unidades escolares da rede, abrangendo SESI e SENAI, contam com bibliotecas ativas e com a presença de profissionais bibliotecários. Em 2025, o número consolidado de atendimentos na rede SESI alcançou a marca de 439.268 empréstimos, englobando alunos, professores, corpo técnico, equipe administrativa e até mesmo pais de alunos. Em paralelo, os dados consolidados da Firjan SENAI para o mesmo período apontaram um total de 338.417 atendimentos — somando todas as unidades com bibliotecas, chega-se a um total de 777.685 atendimentos no ano passado. 

Até março de 2026, as bibliotecas da Firjan SENAI registraram 46.222 atendimentos. No mesmo período, a rede SESI registrou o atendimento de 80.401 usuários — quase o dobro. Cássia Curi explica que essa diferença ocorre porque as bibliotecas da Firjan SESI já funcionavam tradicionalmente como espaços de aprendizagem e equipamentos culturais ativos, promovendo diversos projetos e ações que atraíam múltiplas turmas ao longo dos três turnos. Já a Firjan SENAI historicamente mantinha suas bibliotecas focadas no suporte técnico especializado aos cursos oferecidos, sem o mesmo apelo cultural, algo que mudou nos últimos anos. 

“A biblioteca da Firjan SENAI era muito mais voltada a livros especializados para os cursos técnicos oferecidos no local, mas não tinha tantas atividades e ações culturais quanto a Firjan SESI — algo que aumenta o volume de usuários na biblioteca. Hoje, nós temos, por exemplo, o projeto Encontro com o Autor. Esse é o primeiro ano que ele está rodando na Firjan SENAI, mas ele já rodava há muitos anos na Firjan SESI”, exemplifica.


Prêmio Rio de Letras

Além do trabalho nas bibliotecas, a Firjan SESI promove o Prêmio Rio de Letras visando a fortalecer a prática da leitura e da escrita entre os estudantes. Em abril, foi lançada a 3ª edição, com tema que propõe a reflexão sobre a relação entre a Inteligência Artificial e a criatividade humana. Lançada em 16 de abril, a premiação é realizada pela Firjan SESI com a curadoria da Academia Brasileira de Letras (ABL) e a parceria da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). 

O prêmio é voltado a estudantes do ensino médio das Escolas Firjan SESI e da Rede Pública Estadual e conta com três categorias: Poesia, Crônica e Conto. As inscrições seguem abertas até 17 de julho.

O gerente de Educação Básica da Firjan SESI, Vinicius do Nascimento Silva Mano, frisa que o prêmio tem como objetivo incentivar a leitura e a escrita entre os estudantes, ampliando seu repertório cultural e propondo reflexões. “O grande objetivo é promover leitura, escrita e reflexão crítica sobre temas atuais da sociedade, além de mostrar para os alunos que eles podem ser bons escritores, que podem usar a voz e a capacidade de escrita deles para externar seus pensamentos, seus pontos de vista, a sua maneira de ver o mundo”, diz Mano.

Ele ressalta que a leitura e a escrita são competências essenciais para a sociedade, reiterando a importância da compreensão e interpretação correta de textos, inclusive para quem trabalha nos setores industriais. “É bastante comum ouvirmos professores das áreas de ciências exatas dizendo que grande parte das dificuldades que os alunos têm é fruto da dificuldade de ler e interpretar os problemas. Para uma indústria, por exemplo, é importante que um colaborador consiga ler bem o manual de procedimentos, compreender bem o código de ética, os valores da empresa, informações que geralmente são transmitidas de maneira escrita”, destaca. 

Palavra de quem lê

A estudante da Escola Firjan SESI Laranjeiras, Letícia Vasques Peixoto de Lima, 17 anos, foi uma das vencedoras da edição passada do Prêmio Rio de Letras. A jovem, que aprendeu a ler aos 5 anos por incentivo da professora da educação infantil e de familiares, comenta que vê na literatura a possibilidade de conhecer outros modos de vida. 

“Eu acho injusto que a gente tenha uma única vida, um espaço limitado de coisas que podemos viver. Foi nos livros que eu me encontrei nesse lugar de experienciar coisas que aqui, como Letícia, em carne e osso, eu não poderia viver nunca, mas que através da literatura eu consigo sentir. Isso é lindo demais”, diz Letícia. 
A garota defende que as pessoas consumam literatura para além de livros técnicos e que leiam histórias diversificadas, que possam afastá-las das telas e expandir seus horizontes.
 
“As pessoas deveriam se colocar nesse lugar de receptor de conhecimento, e não somente através de livros de matemática, livros voltados ao ensino, mas através de qualquer tipo de leitura, porque assim você consegue absorver experiências, absorver aprendizagens de fontes distintas. As pessoas precisam ler para tirar um pouco a cabeça de uma bolha algorítmica, que diz que as coisas têm que funcionar de uma determinada maneira, isso porque interpretar um livro exige muita imaginação”, finaliza. 

Veja os livros mais lidos

2026 (até 13 de abril) 
1º) Histórias de leves enganos e parecenças - Conceição Evaristo
2º) Diário de Pilar na Amazônia - Flávia Lins e Silva
3º) Diário de um banana: Rodrick é o cara - Jeff Kinney
4º) Viagem ao redor do mundo em 37 histórias - Ilan Brenman
5º) Diário de um banana – As memórias de Greg Heffley: um romance em quadrinhos - Jeff Kinney

2025
1º) Pular, saltar e girar - Margaret Wild
2º) Diário de Pilar na Amazônia - Flávia Lins e Silva
3º) Diário de Pilar no Egito - Flávia Lins e Silva
4º) Diário de um banana: as memórias de Greg Heffley : um romance em quadrinhos - Jeff Kinney
5º) Diário de Pilar na África - Flávia Lins e Silva

2024
1º) Laços de família - Clarice Lispector
2º) Antologia de poesias: poesia romântica brasileira - Marisa Lajolo (org.)
3º) Diário de Pilar na Índia - Flávia Lins e Silva
4º) Quarto de despejo: diário de uma favelada - Carolina Maria de Jesus
5º) Dicionário Oxford escolar: para estudantes brasileiros de inglês - Oxford University Press

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